Dica Técnica Ducato – Não acelera após retífica do motor

Por | 26 de junho de 2018

Veículo não acelera após ter sido feita a retífica do motor

Rotação do motor fixa em 1200 rpm aprox., escape fumaça levemente preta

Fiat Ducato 2.8 JTD ano 2008

Sistema EDC15C7


Por Aparecido Oliveira – EAOL – Campinas

Memória de erro:

  • P0190 – Sensor de pressão do alimentador comum – sinal não plausível
  • P0220 – Sensor de posição do pedal acelerador 2 –  sinal não plausível
  • P0609 – Sensor de posição do pedal acelerador 2 – muito baixo
  • P0235 – Sensor de pressão de sobrealimentação – sinal não plausível

Procedimentos: leitura dos sensores: Verificação de valores reais com foco nos componentes afetados.

  • Pressão do rail: 150 MPA
  • Pressão do coletor de admissão: 200 mbar
  • Pedal acelerador: 0% permanece inalterado mesmo acionando o pedal.

Devido a falha permanente em vários componentes e o histórico de serviço realizado, se suspeitou de um possível curto circuito no chicote de alimentação dos sensores. Como não figura no scanner a leitura de tensão de alimentação dos sensores, optou-se por iniciar com medições em um dos componentes envolvidos. Ao desconectar o sensor de pressão do rail, sensor de acesso mais fácil, a leitura de pressão do coletor normalizou, ocorrendo o mesmo com o pedal acelerador, evidenciando que o curto era no sensor de pressão do rail. Verificado o chicote e conectando outro sensor externamente, ficou devidamente comprovado que se tratar mesmo do sensor em curto, já que as leituras normalizaram e todos os erros puderam ser apagados.

Solução: Substituído o sensor de pressão do rail e apagado os erros, falha resolvida.

Nota: Este é um exemplo de falha em múltiplos sensores, cuja suspeita inicial era o chicote elétrico. Afim de comprovar esta suspeita, coincidentemente foi desconectado o sensor de pressão do rail para testar a alimentação. O fator sorte e a atenção nas leituras do sistema durante a verificação levou rapidamente ao componente defeituoso.

Lição: O raciocínio lógico facilita o diagnóstico.

A suspeita é sempre um ponto de partida, nunca o fim. Seria um erro desmontar o carro, trocar peças ou chicote tomando como base a suspeita e erros registrados.

Lembre-se: As possibilidades são infinitas e quase sempre não se considera todas elas num primeiro momento. A princípio não foi pensado que um dos componentes poderia estar em curto, algo comum em problemas desta natureza. Entretanto, a decisão de fazer medições é obrigatória, pois em algum momento a falha será notada em um procedimento de teste eficiente.

Dicas:

  • Mantenha as leituras sob controle durante o procedimento de teste. Se isto não tivesse sido feito não se perceberia a falha tão cedo.
  • Um pouco de sorte é sempre bem-vinda, mas se você não é um sortudo, é melhor seguir com os testes passo a passo, sem perder o raciocínio lógico.