Injeção Eletrônica II

Por | 25 de julho de 2016

Matéria continuação do post introdução da Injeção Eletrônica.

1- CONCEITUAÇÃO

A injeção eletrônica é um sistema não acionado pelo motor, comandado eletronicamente, que dosa o combustível, controlando a mistura-ar-combustível em função das necessidades imediatas do motor. De modo semelhante, a ignição digital permite que o motor trabalhe com o seu ponto de ignição sincronizado com as diversas condições de funcionamento do motor.

A finalidade é dar equilíbrio de funcionamento para o motor, através de um controle rígido da mistura-ar-combustível e do avanço de ignição em qualquer regime de trabalho, proporcionando maior desempenho, menor consumo, facilidade de partida a frio e a quente e, principalmente, menor emissão de gases poluentes.

Para entendermos melhor como funciona a injeção eletrônica e a ignição digital, vamos inicialmente, classificar os diversos tipos existentes:

2 – CLASSIFICAÇÃO

Podemos classificar os sistemas de injeção eletrônica e ignição digital, segundo cinco formas diferentes:

  • a) Pelo fabricante do veículo;
  • b) Pelo fabricante do sistema de injeção / igni­ção;
  • c) Pela quantidade de eletroinjetores e sua estratégia de acionamento;
  • d) Pela estratégia de definição do tempo de inje­ção ou do avanço de ignição;
  • e) Pela quantidade de bobinas de ignição e sua estratégia de acionamento.

No caso ‘a’, os sistemas são divididos em função do fabricante do veículo e mostrados no item 2.1.

No caso ‘b’, mostrado em 2.2, os sistemas são divididos em função do fabricante da U.C.E. (Unidade de Comando Eletrônica), muito embora em muitos ca­sos, os sistemas possuam componentes eletrônicos de outros fabricantes de U.C.E.’s de injeção eletrônica / ignição digital em seus próprios sistemas.

No caso ‘c’, os sistemas podem ser monoponto (um injetor para todos os cilindros) ou multiponto (um injetor para cada cilindro). Sendo multiponto, os injetores podem ser abertos todos ao mesmo tempo (simultâneo), em grupos de dois ou três injetores (banco a banco ou semi-sequencial), ou ainda, po­dem abrir-se um de cada vez (sequencial). É o que mostra o item 2.3.

 

2.1 – SISTEMAS DE INJEÇÃO ELETRÔNICA E IGNIÇÃO DIGITAL EM FUNÇÃO DO FABRICANTE DO VEÍCULO

2.2 – SISTEMAS DE INJEÇÃO ELETRÔNICA E IGNIÇÃO DIGITAL EM FUNÇÃO DO FABRICANTE DA U.C.E

2.3 – SISTEMAS DE INJEÇÃO ELETRÔNICA SEGUNDO A QUANTIDADE DE INJETORES

2.4 – SISTEMAS DE INJEÇÃO ELETRÔNICA EM FUNÇÃO DA ESTRATÉGIA DE DEFINIÇÃO DO TEMPO BÁSICO DE INJEÇÃO.

A classificação segundo a estratégia de definição do tempo de injeção, mostrada no item 2.4, divide os sistemas existentes em quatro grupos:

  1. Mapeamento ângulo x rotação: neste caso, o tempo básico de injeção é definido em testes de bancada em laboratório em função do ângu­lo da borboleta de aceleração e da rotação do motor, gerando uma tabela de tempos básicos de injeção que são memorizados.
  2. Densidade x rotação: o tempo básico de injeção é calculado, indiretamente, em função do fluxo de massa de ar admitido. O fluxo de mas­sa de ar é determinado pela rotação do motor, pelo volume dos cilindros e pela densidade do ar, e este é calculado segundo a pressão no coletor de admissão e a temperatura do ar.
  3. Fluxo de ar: o tempo básico de injeção é calculado, diretamente, em função da vazão de ar admitido. A vazão de ar é determinada diretamente por um medidor de fluxo de ar e o resultado é corrigido em função do efeito da variação da temperatura do ar admitido na variação da sua densidade.
  4. Massa de ar: o tempo básico de injeção é calculado, diretamente, em função da massa de ar admitido. A massa de ar é determinada por um medidor de massa de ar, que pelo seu princípio de funcionamento já corrige automaticamente, as variações da pressão atmosférica, da temperatura ambiente e até da umidade relativa do ar.

2.5 – SISTEMAS DE IGNIÇÃO DIGITAL EM FUNÇÃO DO MODO DE DISTRIBUIÇÃO DA CENTELHA

Este item mostra a classificação dos sistemas de ignição digital em função do modo de distribuição da cen­telha, e que podem ser dinâmicos (com distribuidor) ou estáticos (sem distribuidor). Nenhum dos modelos até 1995, apresentam a possibilidade de ter uma bobina para cada cilindro, portanto os modelos estáticos utilizam da estraté­gia de ignição com centelha perdida, já que a centelha é distribuída a dois cilindros simultaneamente e apenas um encontra-se em fase de compressão, enquanto que o outro está em processo de descarga.

 

Esta matéria é a segunda entrega da matéria: http://blog.ciclo.eng.br/injecao-eletronica-01-introducao


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